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2014 Sacramentos de Angola
2014 Sacramentos de Angola

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Candomblé bantu

A palavra Bantu compreende Angola e Congo, é uma das maiores nações do Candomblé, uma religião Afro-Brasileira. Desenvolveu-se entre escravos que falavam Quimbundo e Quicongo.

Principais Nkisis

EXU

  • Aluvaiá, Bombo Njila, Pambu Njila, Nzila : - Intermediário entre os seres humanos e o outros Nkisis (cf. Exú Orixá). Na sua manifestação feminina, é chamada de Vangira por algumas casas, muitas não aceitam o uso desse nome.

OGUM

  • Nkosi, Roxi Mukumbe: - Nkisi de guerra e Senhor das estradas de terra. Mukumbe, Biolê, Buré qualidades ou caminhos desse Nkisi. O guerreiro, o lutador, o forjador, o senhor do ferro. Ligado a causas sociais e de lutas.

 

 

OXÓSSI

  • Ngunzu: - Engloba as energias dos caçadores de animais, pastores, criadores de gado e daqueles que vivem embrenhados nas profundezas das matas, dominando as partes onde o sol não penetra.
  • Mutalambô, Lambaranguange: - Caçador, vive em florestas e montanhas, Nkisi de comida abundante. Tem o domínio das partes mais profundas e densas das florestas, onde o Sol não alcança o solo por não penetrar pela copa das árvores.
  • Gongobira ou Gongobila: - Caçador jovem e pescador.

 

OSSAIN

XANGÔ
  • Nzazi, Loango: - São o próprio raio, entrega justiça aos seres humanos.
OBALUAIYÊ/OMULU
  • Nsumbu - Senhor da terra, também chamado de Ntoto pelo povo de Congo.

 

OXUM-MARÊ

  • Hongolo ou Angorô (masculino) e Angoroméa/Nzinga Lumbondo (feminino): - Auxilia na comunicação entre os seres humanos e as divindades (representado por uma cobra). É o arco-iris, ligado aos movimentos de subida e descida das águas. Também identifica-se com a cobra sagrada que aparece em todas as mitologias antigas.
TEMPO
  • Kindembu, Kitempu ou Nkisi Tempo: - Rei de Angola. Senhor do tempo e das estações. É representado, nas casas Angola e Congo, por um mastro com uma bandeira branca, chamada de Bandeira de Tempo.
YANSÃ

Matamba, Bamburucema, Nunvurucemavula: - Qualidades ou caminhos de Kaiango. guerreira, comanda os mortos (Nvumbe). Kaiango: - É o Nkisi dos ventos, tempestades. É a energia do vento, ou seja, Kaiango é o próprio vento em si. É a manifestação surgida a partir do resfriamento da Terra enquanto o magma resfriava e as chuvas aconteciam. Comanda os Nvumbe (espíritos daqueles que morreram), através de seus ventos, guiando eles para o lugar apropriado para cada um, e detém o domínio sobre os pós mágicos.

OXUM

 Ndanda Lunda ou Dandalunda - é a Nkisi do Candomblé Bantu considerada a Senhora da fertilidade e da Lua, muito confundida com Hongolo e Kisimbi.

Ndandalunda - Nda - Senhora. Ndanda - Nobríssima senhora - Princesa, rainha, Senhora de grande prestígio, cultuada na terra dos Lundas. Senhora de riquezas ligada ao ouro e aos dengos femininos, bem como à fertilidade e ao labor de parto, nascimento. Tem fortes ligações com Hongolo, devido ao movimento das águas. Não é nenhum sacrilégio identifica-la com a Ya Oxum dos Yorubá. Ndandalunda Kisimbi, Ndandalunda kia Maza. Neste caminho também está Kisimbi, como sra das águas doces.

Kisimbi, Samba Nkisi: - A grande mãe; Nkisi de lagos e rios. Kissimbe ou Kisimbi é a repesentação da fertilidade, da maternidade, do ventre feminino, da riqueza, da família, mulher de mutá (Oxóssi Ibualama), mãe de ngongobila ou gongobira (Logunedé no yorubá) ela é representada como a sereia da água doce, das cachoeiras e rios, dotada de uma beleza sem igual, boa esposa, feitiçeita, tem como seu a artimanha, pois foi ela a única nkissiane a participar da reunião dos aborós (orixás homens) e ser dona do adoxu.

IYEMANJÁ

Kaitumba, Mikaia, Kokueto: - Nkisi do Oceano, do Mar (Kalunga Grande) - Senhora das águas. Nível mitológico das sereias. Das grandes mães mitológicas. Juntamente com Ndanda Lunda e Kisimbi se tornam a mãe d'água. Esta divindade é identificada com Iemanjá dos Yoruba. Andam neste caminho Nkukueto e até kissanga (que também é uma sereia).

NANÃ BURUKU

Nzumbarandá, Nzumba, Zumbarandá, Ganzumba é a mais velha das Nkisi  conectada para morte., tem relação com a lama roxa que aparece nos barrancos nos dias de chuva. Tem semelhança com a Orixá Nanã Buruku.

 

 

 

 

  • ERÊ
  • Nvunji, Nvungi, Wunji, Vungi, Wunje, Wunge, é um Nkisi criança nas nações Angola e Congo. É o mais novo dos Nkisis, equivalente à Ibeji na nação Ketu, e à Hoho na nação Jeje.  Senhora da justiça. Representa a felicidade de juventude e toma conta dos filhos recolhidos.  É a divindade da brincadeira, da alegria, sua regência está ligada à infância. Representa a mocidade, a alegria da juventude. Durante a festa, a dança se transforma numa grande brincadeira, sua saudação: Nvunji Pafundi - Nvunji ê
  • OXALÁ

Nkasuté Lembá - Lembá Dilê, Lembarenganga, Jakatamba, Nkasuté Lembá, Gangaiobanda: - Conectado à energia que rege a fertilidade.  - O Sr. do Mulele Ndele (Pano branco). O Senhor ligado a criação. Embora também se manifeste como um guerreiro audaz (Nkasuté Lembá), traz em seu caminho a representação dos muitos tempos passados e eternos, pois se apoia em um cajado ritual, que significa que Ele merece respeito por ser o mais Nkakulu (velho). Saudação: Pembelê Lembá (Eu te saúdo Lembá).

NZAMBI

O Deus supremo e Criador é Nzambi ou Nzambi Mpungu; abaixo dele estão os Jinkisi/Minkisi, divindades da Mitologia Bantu. Essas divindades se assemelham a Olorun e Orixás da Mitologia Yoruba, e Olorum e Orixá do Candomblé Ketu.

Ritual

Na Angola, os sacramentos são:

  • 1 - Massangá: Ritual de batismo de água doce (menha), na cabeça (mutue), do iniciado (ndumbi), usando-se ainda o kezu (Obi).
  • 2 - Nkudiá Mutuè: (Bori)- ritual de colocação de forças (Kalla ou Ngunzu(Angola)= Asé(Axé) = Muki(Congo)), através do sangue (menga) de pequenos animais.
  • 3 - Nguecè Benguè Kamutué: ritual de raspagem, vulgarmente chamado de feitura de santo.
  • 4 - Nguecè Kamuxi Muvu: Ritual de obrigação de 1 ano.
  • 5 - Nguecè Katàtu Muvu: Ritual de obrigação de 3 anos (Nguece = obrigação), nessa obrigação, faz-se o ritual de mudança de grau de santo.
  • 6 - Nguecè Katuno Muvu: Ritual de obrigação de 5 anos, preparação quase que identica a de um ano, só que acompanhada de muitas frutas.
  • 7 - Nguecè Kassambá Muvu:ritual de obrigação de 7 anos, quando o iniciado receberá seu cargo, passado na vista do público, sendo elevado ao grau de Tata Nkisi (Zelador) ou Mametu Nkisi (Zeladora).
  • As obrigações, são de praxe para os rodantes, porque Kota (ekedi) e Kambondo (ogã), ja recebem seus cargos na feitura, portanto já nascem com suas ferramentas de trabalho, dão suas obrigações para aprimorar seus conhecimentos.
  • Em Angola, quem passa cargo são os enredos de Dandalunda. Isto é, não é preciso ser filho de Dandalunda, mas é ela quem autoriza aquela pessoa a receber o cargo.
  • Após 7 anos de obrigações, se renovarão a cada ano com rito de obi ou borí, conforme o caso, repetindo-se as obrigações maiores de 7 em 7 anos para renovar e conservar o indivíduo forte, transformando-o em Kukala Ni Nguzu- Um ser fotte.
  • Kunha Kele: Sacramento realizado 3 meses e 21 dias após a feitura (tirada de kele), quando o santo soltará a Kuzuela = Ilá.

Ordem de barco (sequência das pessoas recolhidas juntas para iniciação) na Angola

1º - Rianga, 2º - kaiadi, 3º - katatu, 4º - Kakuanam, 5º - katanu, 6º - Kassamanu, 7º - Kassambà.

 

Hierarquia

Na hierarquia de Angola o cargo de maior importância e responsábilidade são: é mais frequente se dizer Tata Nkisi (homem) ou Mametu Nkisi (mulher).

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Lingua

DICIONÁRIO YORUBÁ x PORTUGUÊS

A

ABADÁ – Veste branca ou de cor, de mangas largas usada, pelos Yorubás.
ABADÔ – Parte da vestimenta do Orixá Oxum.
ABALÔ – Nome dado a Oxum quando brinca com o leque.
ABARÁ – Bolo feito com massa de feijão fradinho, cebola, camarão seco, sal, enrolado com folhas de bananeira e cozido no vapor da água quente.
ABASSÁ – Terreiro de Candomblé que segue os preceitos da nação Angola.
ABATÁ – Sapato ou qualquer tipo de calçado.
ABÊ – Tida como irmã gêmea de Badé, vodum feminino cultuado no Maranhão.
ABEBÊ – Leques de Oxum e Yemanjá, sendo o de Oxum em metal dourado e o de Yemanjá em metal prateado.
ABIAN – Nome dado ao iniciado no Culto dos Orixás que ainda não recebeu qualquer tipo de obrigação.
ABICUN – Uma criança que morre logo após o parto para atormentar os pais, nascendo e renascendo indeterminadamente.
ABIODUN – Título de um dos Obás de Xangô.
ABÔ – Banho de ervas sagradas dos Orixás.
ABOMI – Um dos nomes atribuídos a Oxum e a Xangô, em cultos ligados à água. Abomi quer dizer ao Orixá: aceite água.
ACAÇÁ – Comida ou alimento dos Orixás. Bolo feito com massa de farinha de milho branco ou arroz, cozido em água, sem sal e envolto em folhas de bananeira. É comida votiva do Oxalá, mas pode ser ofertada a qualquer outro Orixá.
ACARAJÉ – Bolo feito com massa do feijão fradinho, cebola, camarão seco, sal, e frito no azeite de dendê.
ADARRUM – Toque do Orixá Ogum.
ADARRUN – Toque rápido e contínuo dos atabaques para chamar os Orixás nas cabeças dos filhos de santo; para forçar os deuses a descer.
ADÉ – Homem com trejeitos femininos, homem afeminado.
ADIÊ – Galinha preparada para sacrifício aos Orixás.
ADJÁ – Pequeno sino cerimonial. Campânula de metal com duas ou mais bocas tocadas pelo pai ou mãe-de-santo, nas cerimônias rituais a fim de facilitar o transe dos filhos de santo.
ADOBALÉ – Nome dado ao ato de deitar-se no chão para ser abençoado pelo Orixá.
ADOCHU – Nome atribuído aos iniciados no culto dos Orixás, e também nome de um pequeno cone feito com ervas e outros axés.
ADUN – Comida de Oxum feita com milho torrado e moído, com um pouco de azeite de dendê e mel de abelhas.
ADUPÊ – Bode.
AFOMAN – Um dos nomes do Orixá Omolu, em Candomblés baianos. Deriva de Afomó; contagioso, infeccioso.
AFOXÉ – Ritual de culto folclórico, muito difundido na Bahia.
AGANJU – Umas das qualidades de Xangô no Brasil. Em Yorubá significa deserto.
AGÉ – Pessoa que não entende o Ritual.
AGODÔ – Umas das qualidades de Xangô no Brasil.
AGOGÔ – Instrumento de percussão feito de sinos que marcam o toque dos Orixás.
ÁGUAS DE OXALÁ – Cerimônia de purificação do terreiro. Esta Cerimônia marca o início do ciclo de festas litúrgicas nos Candomblés de origem Yorubá e Jêje no Brasil.
AGUÉ – Nome de um vodum Jêje, que corresponde ao Orixá Ossayn.
AGUERÊ – Dança de Yansã.
AGUERÉ – Toque cadenciado com 2 variações: uma para Oyá, outro para Oxoce. É conhecido como “quebra-pratos”.
AGUIDAVIA – Varetas de cipó, goiabeira, marmelo, ou ipê utilizadas para tocar atabaque.
AIÊ – A terra, o solo, sob o domínio de Obaluayê.
AIRÁ – Xangô velho – Uma das qualidades de Xangô.
AIUKÁ – Fundo do mar, para o povo Banto.
AJAPÁ – Cágado, tartaruga. O animal sagrado de Xangô.
AJÉ – Feiticeira.
AKÃ – Faixa usada para amarrar no peito dos médiuns incorporados.
AKEPALÔ – Sacerdote.
AKESSAN – Um dos nomes do Orixá Exu.
AKIKÓ – Galo.
AKIRIJGEBÓ – Freqüentador do Candomblé.
AKOKEM – Galinha D’angola.
AKUKÓ – O mesmo que Akikó – Galo.
ALÁ – Deus para os daomeanos da nação Jêje.
ALABÉÊ – Tocador de tambores líder no terreiro. Aquele que canta pontos de Candomblé.
ALAFIM – Uma das qualidades de Xangô.
ALAKETO – Nação do povo Yorubá-Nagô.
ALFANGE – Objeto semelhante a uma espada.
ALIBÃ – Polícia.
ALOJÁ – A dança do ritual de Xangô.
ALOYÁ – Senhora Oyá. O mesmo que Yansã ou filho de Oyá.
ALUÁ – Bebida feita com farinha de milho ou de arroz, fermentada em água com cascas de frutas, gengibre e um pouco de açúcar. É servida nos terreiros de Candomblé, principalmente aos Caboclos.
ALUAIÊ – Nação Jêje – Angola.
ALUBOSA – Cebola.
ALUFAM – O mesmo que Olufóm, Senhor da cidade de Ifóm, a que mais cultua Oxalá.
ALUJÁ – Batida de tambor especial para Xangô.
AMALÁ – Faz parte da culinária sagrada de Xangô. Comida feita com quiabos.
AMOBIRIM – Mulher que não casou, mulher solteira.
ANA – O mesmo que ontem.
ANAMBURUKÊ – Um dos nomes de Nana Burukê, a mais velha de todos os Orixás.
ANGOLA – Região do sudoeste da África, de onde vieram negros escravos para o Brasil, trazendo vários dialetos de origem Bantu como Kimbundo, Embundo, Kibuko e Kikongo.
ANGORÔ – Na nação angola, significa qualidade de Oxumarê.
AÔBOBOI – Saudação do Orixá Oxumarê.
APAOKÁ – Orixá da jaqueira, por ser muito cultuado nela.
APARÁ – Uma das qualidades do Orixá Oxum, quando se apresenta carregando uma espada.
ARÉ – Culto ao Orixá Ogum na Nigéria.
ARÊ – Ruas e Encruzilhadas.
ARESSA – Um dos 12 ministros de Xangô.
ARIAXÉ – Banho ritual com folhas sagradas para os iniciados. Ariaxé também é nome do local onde são feitos estes banhos.
ARIDÃ – Fruto do qual se origina o Obi.
ARROBOBÔ – Uma das saudações do Orixá Oxumarê.
ARUQUERÊ – Objeto de metal usado por Oxoce.
ASSENTAR – Consagrar objetos lançando mão de apetrechos e rituais, a fim de oferecê-los ao Orixá que se quer.
ATABAQUES – São três tambores de tamanho pequeno, médio e grande que marcam o ritmo e a cadência dos cânticos. O maior se chama RUM, o médio RUMPI e pequeno LÉ.
ATARÉ – Pimenta da Costa.
ATIM – Pó de pemba.
ATOTÔ – Expressão muito utilizada no Brasil para saudar o Orixá Omolu / Obaluayê.
AXÉ – Força vital que dá vida, a todas as coisas, presente especialmente em objetos ou seres sagrados, também nome de objeto sagrado. Expressão utilizada para passar força espiritual. Podendo ser ainda, o mesmo que amém, assim seja.
AXEXÊ – Ritual fúnebre para libertar o espírito da matéria.
AXÔ – Roupas dos filhos de santo.
AXOÔGUN – Espécie de Ogã que tem como função sacrificar animais para os Orixás. Ele tem conhecimentos a respeito de todos os sacrifícios, rituais, rezas, cantigas e maneiras de agradar os Orixás.
AXOQUÊ – Um dos nomes de Yemanjá no Candomblé de origem Bantu.
AXOXÔ – Comida feita com milho vermelho cozido, enfeitado com fatias de coco. Comida dada aos Orixás Ogum e Oxoce.
AYÊ – Tem dois sentidos, podendo significar terra ou vida.
AZANADÔ – Espécie de vodun muito cultuado na Casa de Minas, no Maranhão.
AZÊ – Capuz de palha da costa usado por Omolu ou Obá.

B

BABA – Pai.
BABÁ – Expressão usada para saudar Oxalá.
BABALAÔ – O sacerdote do culto de Ifá. Quer dizer: aquele que tem o segredo. Diz-se da pessoa que pode ver através do jogo de Opelê-Ifá (jogo de búzios).
BABALORIXÁ – Sacerdote líder. Só pode chegar a essa posição depois de sete anos de ter sido feito no santo. O mesmo que Pai de Santo.
BABALOSANYIN – Pessoa (com preparo especial) encarregada de colher as ervas sagradas dos Orixás.
BABA KEKERÊ – O mesmo que Pai Pequeno.
BACO – Ato sexual.
BALÊ – Cemitério, casa dos Eguns.
BALUÊ – Banheiro, local de banho.
BARÁ – Nome do Exu que protege o corpo.
BARCO – Nome dado ao grupo de filhas e filhos de santo iniciados ao mesmo tempo.
BARRACÃO – Onde as cerimônias tomam lugar.
BARRAVENTO – Gíria que define o desequilíbrio momentâneo que os filhos de santos sofrem antes da incorporação.
BARU – Nome dado ao Xangô violento, ligado ao fogo e às vezes a Ogum.
BATETÉ – Comida dos Orixás.
BOBÓ – É comida dos Orixás.
BORI – Sacrifício animal, cerimônia, primeiro estágio da iniciação.
BRAVUN – Toque dos atabaques, sonorizados de forma a chamar diversos Orixás. É também a dança de Oxumarê.

C

CABAÇA – Fruto do cabaceiro utilizado em diversas formas, e em diversos rituais.
CAÇUTE – Na Bahia, caçute é uma espécie de Oxalá.
CALIFÃ – Prato ritualístico com 4 búzios, onde se pede a confirmação aos Orixás em certos rituais.
CALUNGA – Termo que designa uma espécie de entidade da linha de Yemanjá. Pode ainda significar Cemitério (Calunga Pequena) e mar (Calunga Grande).
CAMARAN-GUANGE – Na nação Angola, é uma espécie de Xangô.
CAMBONA (O) – Auxiliar sagrado dos rituais de Umbanda.
CAMUTUÊ – Cabeça dos filhos de santo.
CANDOMBLÉ – Nome que define os cultos afro-brasileiros de origem Jêje, Yorubá ou Bantu.
CAÔ – Saudação a Xangô.
CAPANGA – Uma espécie de bolsa que os Orixás usam para carregar seus apetrechos.
CARREGO – Pode vir a ser um despacho, uma obrigação ou qualquer tipo de carga negativa.
CARURU – É comida de Ibêji, feita com quiabos, frango, sal e azeite de dendê. Também pode ser um tipo de erva comestível, de paladar semelhante ao espinafre.
CATENDÊ – Para o povo de Angola é uma espécie de Ossayn.
CAVARIS – Conchas da África, búzios, instrumento pelo qual se faz as consultas a Ifá.
CAVIUNGO – Inkice correspondente ao Omolu dos Yorubás.
CAVUNJE – Moleque.
CAXIXI – Instrumento utilizado nos cultos para acompanhar os cânticos. É feito com vime trançado, e têm em seu interior algumas sementes.
CINCAM – O mesmo que “não”.
COITÉ – Fruto que partido ao meio, serve como recipiente para servir bebidas aos Orixás e participantes do culto.
COLOBÔ – Exu.
COLOFÉ – Abenção.
CONCICAM – O mesmo que “sim”.
CONGO – Subdivisão do Angola-Congo. Congo é a nação do povo Bantu.
CURIMBA – Os cânticos realizados, na Umbanda.

D

DÃ – O mesmo que Oxumarê.
DAGÃ – Filha de santo antiga na casa, encarregada de tratar dos Exus.
DAMATÁ – O mesmo que Ofá.
DANDÁ – Tipo de raiz, utilizada nos cultos aos Orixás por suas diversas utilidades, é mais conhecida como dandá da costa.
DANDELUANDA – Yemanjá na cultura Bantu.
DAOMÉ – O mesmo que DAHOMEY, antigo nome da atual República de Benin, na África.
DECIÇA – Esteira de tapume.
DELONGÁ – Prato.
DELONGA – Vasilha de beber, caneca.
DESPACHO – Algum ebó que se oferece aos Orixás em troca de conseguir o que se quer. O despacho é feito fora do terreiro e geralmente envolve queima de pólvoras e holocaustos.
DIA DE DAR O NOME – É o dia da festa de Orukó, realizada após a iniciação de um Yaô, quando o Orixá diz seu nome em público.
DJINA – Nome dado aos iniciados nos cultos de origem Bantu e que fará conhecido pela comunidade. Como o nome não deve ser pronunciado em vão, chama-se o nome pela Djina.
DOBALÉ – Pode ser saudação entre orixás femininos ou o ato de bater a cabeça.
DEBURÚ – Pipocas.
DOUM – Segundo a lenda Yorubá era o nome de Exu quando criança, por ter uma forte semelhança com os Ibejis (crianças).
DUDÚ – De cor preta, em Yorubá.
DZACUTA – Aquele que atira pedras. É também uma das qualidades de Xangô no Brasil.

E

EBÁ – Despacho feito a Exu.
EBÓ – Toda e qualquer comida ritualística oferecida aos Orixás, independentemente se é para agradar o Orixá ou para servir como despacho, por exemplo.
EBÔMI – Estágio atingido pela Yaô depois de sete anos de aprendizado.
EBÔMIN – Filha de santo que cumpriu a iniciação.
ECHÉ – Oferenda feita com as vísceras dos animais consagrados a seus respectivos Orixás.
EDAM – A cobra de Oxumarê.
EDÉ – Cidade da Nigéria que cultua Eguns.
EDI – Ânus.
EDU – Carvão.
EFÓ – É comida de Ogum, feita com caruru e ervas.
ÉFUM – Desenhos feitos com giz no corpo dos iniciados.
EFUM – - Farinha de mandioca.
EGÊ – Sangue de animais, o mesmo que “xôxô”.
EGUNGUM – Osso. Refere-se também aos espíritos dos antepassados.
EGUNITÁ – Qualidade de Yansã.
EGUN – Alma, espírito desencarnado.
EIRU – Mocotó ou rabada cerimonial.
EJÁ – Peixe.
EKÊ – Fingimento, mentira.
EKEDE, EKEDI – O mesmo que Cambona (o).
EKÓ – Espécie de acaçá ofertado a todos os orixás e, principalmente a Eguns.
EKU – Morte.
ELEDÁ – Senhor dos vivos. Entidade que governa o corpo material. Um dos títulos de Olorum. Pode ser também o primeiro Orixá da cabeça de uma pessoa.
ELEDÊ – Porco.
ELEGBÁ – Vodun cultuado na nação Yorubá, correspondente a Exu.
ELEGBARÁ – Um dos títulos de Exu, que quer dizer Senhor da Força.
ELUÔ – Adivinhador.
EPA-BABÁ – Saudação a Oxalá-Guiã.
EPARREI – Saudação a Yansã.
EPÔ – Azeite de dendê.
EPOJUMA – Azeite doce.
EPONDÁ – Uma das qualidades da Oxum.
ERAM – É carne.
ERÊ – Espírito infantil que incorpora depois dos Orixás, a fim de transmitir recados aos Yaôs. Quando se recolhe passa-se uma semana incorporada por Erê.
ERILÉ – Pombo.
ERUEXIM – Rabo de cavalo. É também um objeto de metal atribuído a Yansã. Este rabo de cavalo é usado por Yansã para afastar as almas dos eguns. Presente dado a ela pelo Orixá Oxoce.
ERUQUERÊ – Rabo de animal.
ETABA – Charuto, cigarro.
ETU – Galinha D’Angola.
ETUTU – Reza para fazer feitiçaria.
EWÁ – O número dez.
EWÊ – Folha.
EXÊ-EÊ-BABÁ – Saudação cerimonial para Oxalá.
EXU – Orixá da comunicação, senhor dos caminhos. É o primeiro a ser reverenciado nos rituais e trabalha tanto para o bem como para o mal.

F

FÁ – Divindade correspondente a Ifá, Orixá da sabedoria e da adivinhação.
FAZER A CABEÇA – Ritual de iniciação que tem por objetivo tornar a pessoa apta a incorporar o Orixá.
FIBÔ – Uma qualidade de Oxoce.
FIFÓ – Lampião de querosene.
FILÁ – Capuz confeccionado com palha da costa que cobre o Orixá Obaluayê.
FON – Uma das tribos que trouxe para o Brasil a cultura Jêje, a qual cultua os voduns.

G

GANGA – Exus.
GANGA-ZUMBÁ – Foi um dos mais famosos chefes guerreiros que abrigavam escravos foragidos no Quilombo dos Palmares. Era um dos mais respeitados naquela comunidade, por isso tinha todas as honras, era tratado como o rei dos escravos.
GÊGE – O mesmo que Jêje ou Jejê, tribo com dialeto próprio oriundo do antigo Dahomey. Mesma Tribo que implantou o culto aos voduns no Brasil. Atualmente, eles se fundiram com seus tradicionais inimigos, os Yorubás, que aqui levam o nome de Nagôs, formando, então, uma tribo ramificada, a “Jêje-Nagô-Vodum”.
GONZEMO – Altar do povo de Angola.
GU – É o Ogum da Nação de Gêge.
GUDUPE – Palavra usada para denominar qualquer animal de quatro patas.
GUEDELÉ – Máscaras usadas nos rituais de feitiçaria.
GUERÊ – Qualidade de Yansã.
GUÊRRE – Farinha de mandioca usada na preparação de comidas.
GUIA – Fio de contas usado nos rituais afro-brasileiros. Na maioria das vezes essas guias correspondem aos Orixás do Filho de Santo.
GUIAME – Colar dos Orixás.
GUINÉ – Folhas utilizadas nos rituais.
GUM – O mesmo que “GU”, o vodum correspondente para os daomeanos, ao Ogum dos Yorubás.
GUNOCÔ – Orixá da linhagem de Ogum que habita as florestas.

I

IÁ – Mãe.
IALORIXÁ – A suprema em uma casa de santo. O mesmo que mãe de santo.
IANSÃ – Nome do Orixá feminino que controla os ventos, raios e tempestades. Foi uma das esposas de Xangô, e também a mais fiel delas.
IAÔ – Filha de santo que experiência transe, ou iniciada em reclusão; o mesmo que iyaô.
IBARU – Uma das 12 qualidades de Xangô, Xangô com ligação com o fogo.
IBÊJI – Orixás crianças que quando incorporados são chamados de Erês.
IBI – Caramujo que é oferecido em pratos sagrados aos orixás, principalmente Oxalá e Ogum.
IBIRI – O Cetro usado por Nanã, com uma das pontas recurvada. Nanã dança com ele tal como a mãe nina o filho. Segundo algumas lendas Yorubá, este gesto representa o arrependimento por ter abandonado Omolu, seu filho.
IBUALAMO – Oxoce que teve relação com Oxum, quando foi atraído por ela até o rio, gerando com ela o filho Logun-Edé.
IDARÁ – Pedra de Xangô.
IDÓ – Banheiro.
IDOKÊ – Pó de pemba utilizado para fazer o mal.
IFÁ – Deus da adivinhação e da sabedoria que orienta aqueles que o consultam.
IGEXÁ – Toque cadenciado para Oxum e Logun. É também nome de uma nação praticamente extinta, mas que trouxe para o Brasil a cultura Igexá.
IJIMUN – Uma das qualidades de Oxum que tem ligação com as bruxas Iyámi Oxorongá. A Oxum que com os seios alimenta e transmite vida da mãe para o filho. Oxum que encanta com o leite materno.
IKÁ – Cumprimento dos filhos de santo aos Orixás masculinos.
ILÁ – O brado dos Orixás manifestados.
ILÊ – Casa de Candomblé.
ILÊ ABOULA – Casa que cultua Egungum.
ILU – Pode significar vida ou o nome que os atabaques recebem em algumas casas de santo no nordeste.
INAÊ – Um dos nomes de Yemanjá, nos cultos Bantu.
INCÔSSE – O Orixá da cultura Bantu, que corresponde a Ogum.
INKICE – O mesmo que Orixá nos cultos de origem Bantu.
INLÉ – Um outro nome do Orixá Oxoce.
INSABA – Folhas
IÓ – Sal.
IPETÉ – Comida de Oxum.
IROKO – Gameleira branca, morada dos Orixás. É também o nome do Orixá Funfum, filho de Oxalá, cultuado na gameleira branca, na Nigéria, pois não é cultuado no Brasil.
ITÁ – OTÁ – Pedra sagrada dos Orixás.
IXÉ – Local, nas casas de culto, onde ficam os assentamentos do barracão. Representa a ligação direta do Orum com o Ayê.
IYÁ – Mãe.
IYÁ BASÊ – Mulher encarregada de preparar as comidas dos Orixás.
IYA KEKERÊ – O mesmo que mãe pequena.
IYALAXÉ – Mulher que cuida do altar do axé.
IYALORIXÁ – Mãe de santo.
IYAMI OXORONGÁ – É a principal das Iyá Mi Ajé, que quer dizer: Minha mãe feiticeira. É a mais poderosa de todas, tem a força feminina equivalente a de Exu. Trata-se de uma entidade muito respeitada e temida. Seu culto é extremamente feminista, uma vez que Iyami não permite ser cultuada por homens.
IYÊ – Mãe.

J

JÁ – Briga, luta.
JACUTÁ – Atirador de pedras. No Brasil, recebeu a conotação de qualidade de Xangô.
JAGUN – Guerreiro. É também uma das qualidades do Orixá Obaluayê.
JANAÍNA – Um dos nomes de Yemanjá.
JARRÁ – LUÁ – Bebida dos Orixás.
JEJE – Tribo da cultura Ewefon, introduzida no Brasil através do tráfico de escravos vindos do Dahomey.
JIKÁ – Ombros.
JOLOFÔ – Coisa inútil ou pessoa tola.
JONGO – Ritual folclórico dos negros Yorubás.
JURÁ OLUÁ – Santuário.

K

KABULA – Tribo Bantu predominante no Espírito Santo, que por serem muito arredios, deu origem a palavra encabulado.
KAJANJÁ – O mesmo que Omolu.
KAMBALÃNGWÁNZE – Orixá correspondente a Xangô.
KATENDE – O mesmo que Ossayn.
KAWO KABIESILE – Saudação para o Orixá Xangô.
KELÊ – Colar do iniciado. Gravata feita com miçangas e firmas, nas cores do Orixá a que é dedicado e, colocada nos Yaôs durante a feitura para ser usada durante o resguardo.
KETÚ – Tribo Yorubá, que manteve sua cultura intacta, arraigada, entre os brasileiros. Conservou as tradições aos rituais e às cantigas, inclusive com o idioma de amplo vocabulário que permite comunicação perfeita entre os que se dedicam ao seu aprendizado.
KYXIMBI – O mesmo que Oxum.

L

LAQUIDIBÁ – Espécie de colar feito com raízes ou chifres de búfalo, muito utilizado na Nigéria, ao redor do umbigo, para proteger as crianças das doenças. No Brasil, é utilizado como guia (no pescoço) consagrada a Omolu, o senhor das doenças.
LAROIÊ – Saudação brasileira para Exu.
LÊ – O menor dos atabaques.
LE – Partícula yorubá que significa (+) mais.
LEBÁ – Exu.
LEBARA – Exu, no seu aspecto de “Senhor da Força”.
LEMBÁ – Oxalá.
LEMBADILÊ – Santo de casa.
LODÔ – No rio.
LUGUN EDÉ – Orixá filho de Oxum e de Oxoce, que herdou as características de pai e da mãe. Dessa forma, tanto pode ter seu culto no rio, quanto na terra. É, seis meses macho, onde vive na floresta caçando e seis meses fêmea vivendo no rio com sua mãe Oxum.

M

MAÍ – Subdivisão da nação dos Gêges.
MAIONGÁA – Local nas casas de culto, destinado ao banho.
MÃO DE OFÁ – Pessoa incumbida de colher folhas para rituais.
MARACÁ – Instrumento musical indígena.
MARAFA – Cachaça.
MARIWÔ – A folha da palmeira desfiada, que forra as entradas das casas de culto aos Orixás.
MAZA – Água.
MEGÊ – O número sete.
MEJI – O número dois.
MIAM-MIAM – Comida de Exu.
MIWÁ – Um dos nomes de Oxum, quer dizer Mãe-Senhora.
MOCAM – Gravata dos Orixás.
MOILA – Vela.
MUGUNZÁ – Comida feita com milho branco cozido, leite, leite de coco, sal, açúcar, cravo e canela.
MUKUMBE – O mesmo que Ogum.
MUKUNÃ – Cabelo.
MUTALOMBO – O mesmo que Oxoce, na origem Bantu.

N

NADABULÊ – Dormir.
NANÃ – Vodun Jêje assimilado pela cultura Yorubá, hoje cultuada em todas as casas de etnia Ketu, no Brasil.
NANAMBURUCU – Orixá Nanã em seu aspecto de ligação com a morte.
NCÔSSE – O mesmo que Ogum.

O

OBÁ – (min) Título dos “pastores” de Xangô. (mai) Orixá Obá, a deusa do amor e sereia africana, terceira esposa de Xangô.
OBA – Rei.
OBÁ XIRÊ – Obá que brinca.
OBALUAIÊ – Orixá das endemias e epidemias, porque tem grande poder de cura sobre as doenças.
OBATALÁ – Orixá da paz que foi delegado para iniciar a criação do mundo. Porém, conta a lenda que embebedou-se com vinho de palmeira (palma) e não conseguiu cumprir a tarefa. O vinho de palma é uma das grandes quizilas dos filhos de Oxalá.
OBATELÁ – Um dos ministros de Xangô.
OBÁXI – Saudação para Obá.
OBARÁ – O sexto Odu do jogo de búzios. Traz o número 6 e representa a prosperidade no caminho das pessoas.
OBÉ – Faca.
OBECURUZU – Tesoura.
OBEXIRÊ – Navalha.
OBI – Fruto africano utilizado em diversos rituais.
ODARA – Bom.
ODÉ – O que caça bem, bom caçador.
ODÔ – Rio.
ODU – Destino.
ODUDUWÁ – Orixá ligado à criação do mundo, que arrebatou Obatalá e criou a Terra. Foi um grande guerreiro e conquistador, mas, no Brasil é cultuado como Orixá feminino.
ODUM – A Terra.
ODUN – Ano.
ODUVÁ – Deus da Terra.
OFÁ – Arco e flecha utilizada por Oxoce como ferramenta e, com o qual ele dança quando incorporado nos terreiros.
OFANGÊ – Espada.
OGAN – “Guarda” selecionado por orixás, não entra em transe, mas age como auxiliar sagrado nos rituais. É o cargo exercido, exclusivamente por homens. Dentro da Hierarquia do Santo, vem logo depois do Zelador ou Zeladora, e é tratado como pai no santo, tendo o mesmo status da Zeladora ou do Zelador. Geralmente são filhos de entidades espirituais e são os únicos a quem, o Zelador ou Zeladora deve tomar a benção dentro da casa do Axé.
OGAN ALAGBE – Tocador de Atabaque que chefia os Demais. Ogan mais velho.
OGAN NULÚ – O tocador dos atabaques.
OGAN AXOGUN – Responsável pelos holocaustos dentro da casa do Axé.
OGUM – É o Deus das guerras e o Orixá, que abre os caminhos.
OGUM XOROQUÊ – É o nome do Ogum que desceu as montanhas. Ogum com grande fundamento com o Orixá Exu.
OGUNTÉ – Uma das qualidades de Yemanjá, que teria ligação com Ogum.
OIÁ – O mesmo que Yansã.
OIM – Mel.
OJÁ – Pano utilizado pelas baianas para cobrir o peito. Pano também utilizado para vestir os atabaques.
OJÉ – Sacerdote dos cultos de Egungum.
OJÓ ODÔ – Dia da festa do pilão de Oxalá.
OJUM-CRÊ-CRÊ – Olho grande.
OKÊ – Montanha, morro.
OKÔ – Deus dos montes.
OLÓ – Ir embora.
OLODUMARÊ – O senhor dos destinos.
OLÓKUN – Mãe de Yemanjá.
OLORUM – Deusa das Águas.
OLOSSAIN – Sacerdote consagrado a Ossayn para colher as folhas rituais.
OLUBAGÉ – Festa anual dedicada a Omolu / Obaluayê, onde lhes são servidas várias comidas rituais.
OLUWÔ – Pessoa que vê através do jogo de búzios.
OMADÊ – Menino.
OMALÁ – O mesmo que Amalá. Comida feita para Xangô com inhame, dendê, camarão seco, cebola ralada e, coberto com molho de quiabos.
OMIN – Água.
OMINTORÔ – Urina.
OMOLU – Orixá de natureza guerreira que tem o poder de combater as doenças.
ONANXOKUN – Nome de um dos 12 ministros de Xangô.
ONIKÔYI – Também um dos 12 ministros de Xangô.
OÔRUKÓ – Dia em que os iniciados recebem o “nome”.
OPANIJÉ – Toque cadenciado para Omolu dançar.
OPELE-IFÁ – Colar feito com oito nozes de Ikin, ligadas por uma corrente para leitura dos Odus.
ORÉ – Rapaz.
ORI – Cabeça.
ORIKI – Nome da saudação do Orixá.
ORIXÁ – A palavra Orixá significa Ori=cabeça, Xá=Rei, senhor. Senhor da Cabeça.
ORÓ – Deus do mal.
ORÔ – Seqüências de cânticos litúrgicos ou rezas utilizadas para os Orixás.
OROBÔ – Fruto natural da África, utilizado em diversos rituais.
ORUM – Sol.
ORUM-BABÁ – O pai do Céu.
ORUN – Espaço sagrado, o céu.
OSÉ – Semana. Ou pode ter o significado de limpar os assentamentos dos Orixás.
OSSANIYN – É o Orixá das matas. O mesmo que Ossayn.
OSSÉ – Oferendas.
OTÁ – Pedra consagrada aos Orixás.
OTIN – O mesmo que marafo, cachaça.
OTUN – Lado direito ou direita.
OXAGUIAN – Oxalá-Guian, a forma jovem do velho Oxalá. Oxalá que traz a espada e tem fundamentos com Ogum e Yansã.
OXALUFAM – Oxalá-Lufam, a forma mais velha de Oxalá.
OXÊ – Machado alado, símbolo de Xangô.
OXÓCE – Orixá caçador, que representa a fartura. É companheiro de Ossayn, por ser ele também das matas, e de Ogum.
OXUM – Deusa das águas doces e frias. É o orixá da fertilidade e maternidade.
OXUMARÊ – Orixá do arco-íris encarregado de suprir o Orum com água. No Brasil é cultuado como metá-metá, ou seja hermafrodita, que tem dois sexos. Na África é tido como Orixá masculino.
OXUPÁ – A lua.
OYÁ – Orixá Oyá, deusa dos ventos, tempestades e raios. Foi uma das esposas de Xangô.
OYÁ FUNÃ – Um dos tipos de Oyá Balé cultuada no Brasil.
OYÓ – Cidade da Nigéria fundada pelo pai de Xangô, que a deu de presente ao filho transformando Xangô no rei de Oyó. Este é um dos locais, onde o culto ao orixá Xangô é mais forte.

P

PAXORÔ – O Cetro sagrado de Oxalá. O símbolo que ele traz na mão direita quando dança, simbolizando o elo entre a Terra e o céu.
PADÊ – Encontro, reunião. Porém, no Brasil, também significa a cerimônia de despachar a Exu, antes de começar os trabalhos rituais.
PAJELANÇA – Ritual que envolve a mistura de rituais indígenas, católicos e espíritas. Típico das regiões do Pará, Amazonas, Piauí e Maranhão.
PANÃ – Ritual conhecido como Tira Kijila, que tem por finalidade relembrar ao Yaô suas tarefas diárias, das quais ele esteve afastado durante o tempo da iniciação, além de aplicar-lhe ensinamentos, mostrando como deve se comportar fora da vida religiosa. Cerimônia na qual comidas feitas por iniciados são vendidas em mercados ou quitandas.
PACHORÔ – Ajudantes de Oxalá.
PEJI – Quarto onde ficam os assentamentos, ou seja, local da personificação dos Orixás onde são guardados seus símbolos, e colocadas suas oferendas. Funciona como uma espécie de santuário.
PEJIGAN – O Ogan de confiança que zela pelo PEJI cuidando de tudo, desde a limpeza até pequenos reparos se forem necessários.
PELEBÊ – Tem dois sentidos: devagar e fino.
PEMBA – É um pó preparado com diversas folhas e raízes para ser utilizado nos rituais para diversas finalidades. Pode ainda ser, um tipo de giz que os guias utilizam para riscar os pontos que os identificam.
PEPELÊ – Local onde ficam os atabaques.
PEPEYÉ – Pato.
PEREGUM – Folha muito utilizada em rituais de descarrego.

Q

QUEDA DO QUELÊ – Uma cerimônia realizada algum tempo depois da iniciação (três meses depois), para a retirada do Quelê. A Queda do Quelê como é denominada, e que tem todo um ritual próprio.
QUELÊ – É como se fosse uma gravata de Orixá colocada no Yaô, durante a iniciação. Ela serve para indicar que o iniciado, a partir daquele momento, está sujeito ao seu Orixá. As gravatas dos iniciados, tem cores variadas, para cada Orixá e é usado um tipo de cor que o identifique. Por exemplo: um iniciado que tem como Orixá Ogum usará o Quelê vermelho e assim por diante.
QUENDAR – Andar.
QUIMBÁ – Espírito das Trevas.

R

RONKÓ – Quarto de santo destinado à iniciação.
RUM – O maior dos atabaques, utilizado para a marcação dos toques dos orixás.
RUMPI – É o atabaque médio que puxa os ritmos ou faz o contraponto no toque do Lê, que é o atabaque menor.
RUNGEBÊ – Contas sagradas de Obaluayê.
RUNGEVE – Colar que as filhas de santo, com mais de sete anos de iniciada, usam.
RUNTÓ – Nome que leva o tocador de atabaques (Ogan Ilu) na cultura Jêje. E é também, uma das saudações a Ogum.

S

SAKPATA – Vodum jêje que é o mesmo que Obaluayê.
SALUBÁ – Saudação a Nanã Buruque.
SAPONAN – Orixá da varíola e das doenças contagiosas. Entre os Yorubás este nome era proibido de ser pronunciado, sendo assim eles o chamavam de Obaluayê.
SARAVÁ – Saudação dos Orixás, usada muito nos cultos de Umbanda.
SATÓ – Um ritmo mais utilizado para invocar Nanã e Yemanjá. Um pouco semelhante ao toque Bravun.
SÈGI – Colar de contas azuis, feito com dois tipos de azul: um azul mais escuro que é de Ogum e um outro mais claro que é de Oxalá.
SIDAGÃ – É a substituta imediata, de Otun-Dagan que vem, a ser a filha da casa encarregada de tratar e despachar Exu, antes de iniciar as cerimônias rituais.
SIRRUM – Cerimônia fúnebre muito utilizada na nação de Angola, para desprender o corpo material do espírito.
SOBA – Uma das qualidades de Yemanjá no Brasil.
SOBOADÃ – O mesmo que Oxumarê.

T

TARAMÉSSU – Mesa usada pelo Tata Ti Inkice para a consulta ao jogo de Ifá (jogo de búzios).
TAUARI – Cigarro de palha.
TEMPO – Entidade de origem Bantu que no Brasil é cultuado como Ktempo = vento.
TEREXÊ – Em certas nações tem o significado de mãe pequena.
TERREIRO – Nome dado às casas de culto aos Orixás.
TOBOSSI – Entidade Jêje. Uma espécie de Erê menina.

U

UBATÁ – O mesmo que Bata – sapato.
UMBÓ – Cultuar.

V

VATAPÁ – É a comida de Ogum.
VODU – Tipo de culto muito difundido nas Antilhas e em algumas regiões de Benin na África, que nada tem a ver com o culto aos Orixás.
VODU AIZÃ – Vodum da terra que tem ligação com a morte. Mais ou menos correspondente a Onilé, O Senhor da Terra.
VODUM – Entidade do culto Jêje, correspondente aos orixás Yorubás.
VUMBE – No idioma dos Bantu significa morto ou espírito do morto. A expressão “Tirar a mão do Vumbe”, significa fazer cerimônia para tirar a mão do falecido. Em outras palavras, fazer cerimônia para que ele se desprenda das coisas materiais e encontre o seu caminho no mundo espiritual.
VUNGI – Orixás crianças (nação de Angola).

W

WÁRI – Uma das qualidades de Ogum cultuada no Brasil.
WARIN – WARU – Nome do Deus das doenças eruptivas (sífilis, varíola, lepra e etc…).

X

XAMAN – Deus dos indígenas.
XAMANISMO – Ritual procedido nas religiões afro-indígenas.
XAMBÁ – Nação de um ritual.
XANGÔ – Deus do raio e do trovão. Foi o segundo rei de Oyá e segundo as lendas Yorubás, reinou com tirania e crueldade. Xangô não nasceu Orixá porque sua mãe era humana. Ele só tornou-se Orixá após a morte, quando voltou ao Orun.
XAORÔ – Guizo que os iniciados usam no tornozelo como um símbolo de sujeição.
XAPANÃ – Deus das doenças. O Obaluayê dos Yorubás.
XARAÔ – Tornozeleira ornamental.
XAXARÁ – Símbolo do Orixá Obaluayê. Feito com as nervuras das folhas de palmeira, e enfeitado com búzios e miçangas, é o que Obaluayê traz nas mãos quando dança personificando os ancestrais.
XEREM – Chocalho de metal usado nos rituais.
XINXIN – Comida de Oxum feita com galinha.
XIRÊ – Vem do verbo brincar, podendo assim, significar divertir, jogar. Ou ainda o Xirê cantado para os Orixás = cântico dos Orixás.
XOKOTÓ – Calças ou pequeno.
XOROQUÊ – Uma das qualidades de Ogum no Brasil.
XOXÔ – Oferenda feita para o Exu com o coco do dendezeiro.

Y

YABÁ – Rainha. Termo usado para designar os Orixás femininos, principalmente àquelas que foram realmente rainhas em passagens pela Terra como Yansã, Oxum e Obá, esposas do Rei Xangô.
YANGUI – Exu considerado o primeiro do Universo. Exu Yangui, rei e pai dos demais Exus.
YANSÃ – A mesma Iansã deusa das tempestades, ventania e trovões. A mãe dos nove espaços sagrados.
YAÔ – Quer dizer esposa. Mas, no culto aos Orixás, significa sujeição aos mesmos. Submissão de esposa de Orixá.
YEMANJÁ – Na Nigéria ela é cultuada como Deusa do Rio Ogum, sendo um Orixá de Rio. Porém, no Brasil, ela é cultuada como Deusa das águas salgadas, confundida com sua mãe.
YEYÊ – O mesmo que Ìyá – mãe.
YORUBÁ – Povo nigeriano que se dividiram em diversas tribos ou nações são elas: os Ketu, os Oyó, os Igejá, os Gêges e os Nagôs. Embora divididos em tribos diferentes, mantiveram a mesma cultura. É óbvio que houve algumas deturpações, mas as origens de culto são as mesmas.

Z

ZAMBI – Deus dos angolanos.
ZARÁ – Saudação ao Orixá Tempo.
ZIRI – Comida estragada.
ZULU – Tribo africana.
ZUMBI – Deus cultuado para os rituais maléficos.

SACRAMENTOS DO CULTO ANGOLA

 

No Culto Angola os sacramentos são sete:

 v  MASSANGUÀ – Ritual de batismo de água doce (menha) na cabeça (mutuè) do iniciado (ndumbi), usando-se ainda o kesso (obi). 

 v  2. NGUDIÀ MUTUÈ – (Bori) – ritual de colocação de forças (kalla (Angola) = aşę = muki (Congo)), através do sangue (menga) de pequenos animais.

 v  3. NGUECÈ BENGUÈ KAMUTUÈ – ritual de raspagem, vulgarmente chamado de feitura de santo.

 v  4. NGUECÈ KAMOXI MUVU – ritual de obrigação de 1 ano (kamoxi – dofono – 1); (muvu = ano).

 v  5. NGUECÈ KATÀTU MUVU – ritual de obrigação de 3 anos (nguecè = obrigação); (katàtu = 3). Nessa ocasião faz-se o ritual de mudança de grau do santo.

 v  6. NGUECÈ KATUNU MUVU – ritual de obrigação de 5 anos – preparação idêntica a 1 ano.

 v  7. NGUECÈ KASSAMBÀ MUVU – ritual de obrigação de 7 anos – quando o iniciado receberá o cargo , passado na vista do público, sendo elevado ao grau de Tata Nkisi (zelador) ou Mametu Nkisi (zeladora).

 Obrigação só para rodantes, porque kota (ekedi) e kambondo (ogã) já estão prontos na feitura.

Em Angola quem passa cargo são os enredos de Oxum. Isto é, não é preciso ser filho de Oxum, mas é Oxum quem autoriza aquela pessoa a receber o cargo.

 Após 7 anos as obrigações se renovarão a cada ano, com rito de obi ou bori, conforme o caso, repetindo-se as obrigações maiores de 7 em 7 anos para renovar, e conservar o indivíduo forte, transformando-o em KUKALA NI NGUZU – um ser forte.

 v  KUENHA KELÈ – sacramento realizado 3 meses e 21 dias após a feitura (tirada de kele), quando o santo soltará a KUZUELA = ilà.

 ORDEM DE BARCO DO CULTO ANGOLA

 

1° – KAMOXI

2° – KAIARI

3° – KATATU

4° – KAKUANAM

5° – KAKATUNO

6° – KASSAGULU

7° – KASSAMBÀ

 

TÍTULOS HIERÁRQUICOS

 

v  1.TATA NKISI – zelador

 v  2. MAMETU NKISI – zeladora

 v  3. TATA NDENGE – pai pequeno

 v  4. MAMETU NDENGE – mãe pequena (há quem chame de Kota Tororò, mas não há nenhuma comprovação em dicionário, origem desconhecida)

 v  5. TATA NGANGA LUMBIDO – Ogã guardião das chaves da casa

 v  6. KAMBONDOS – ogãs

 v  7. KAMBONDO KISABA – ou TATA KISABA – ogã responsável pelas folhas

 v  8. TATA KIVANDA – (aşogun) – sacrificador dos animais

 v  9. TATA MULOJI – ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças

 v  10. TATA MAVAMBU – ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exu (homem. Zeladora deve ter um, porque mulher não pode cuidar. Mulher só mexe depois que não menstrua mais).

 v  11. MAMETU MUKAMBA – cozinheira da casa

 v  12. MAMETU NDEMBURO – mãe criadeira da casa (ndemburo = runko)

 v  13. KOTA – em outras nações ekeji

Todos os mais velhos, que já passaram de 7 anos mesmo sem dar obrigação, ou que ficaram na casa são também chamados de Kota.

 v  14. TATA NGANGA MUZAMBÙ – babalawo – pessoa preparada para jogar búzios

 v  15. KUTALA – herdeiro da casa

 v  16. MONA NKISI – filho de santo

v  MONA MUHATU WÀ NKISI – filha de santo (mulher)

v  MONA DIALA WÀ NKISI – filho de santo (homem)

 v  17. TATA NUMBI – não rodante que trata de Baba Egun – OJE.

 Geral:

 Muzenza – dança do iniciado

 Uma das modificações quando o santo muda de grau é a posição das mãos. Quando é novo coloca as mãos do lado direito (santo homem) ou do lado esquerdo (santa mulher). Com 3 anos coloca as mãos para trás abaixo da cintura, e depois coloac as mãos para trás acima da cintura.

 MONA MUKI AMASE – (dijina) Mona = filho; muki = força; amase = águas

 Pedir o nome do orixá:

 ORIŞA ORUKǪ = NZAMBI APONGO MARAE KATU MANDARA

 DEKÁ – RITUAL SÓ PARA O HERDEIRO DO TERREIRO POR OCASIÃO DE FALECIMENTO DO DONO DA CASA.

 CUIA = KIJINGÙ = ǪDUN EJE

 v  A ordem do Barco no Angola já foi vista.

 v  ORDEM DE BARCO NO KETU

 v  Dofono

v  Dofonitinho

v  Fomo

v  Fomotinho

v  Gamo

v  Gamotinho

v  Vimo

 v  Qualquer barco só pode ser de 7. Se houver 8 iyawo, o oitavo é dofono de outro barco.

 v  Rei de Jeje – Bessém

v  Rei de Angola – Kitembu (Tempo)

v  Rei de Ketu – Xangô (Alafin de Oyo)

 v  Ajeun = Adonu = Ngudia

v  3 pilares de Jeje : Bessém, Ajunsun, Saboadã.

 v  Numa casa pode ter Hangolo e Hangoloméa. O que não pode ter é  do mesmo sexo.

 v  Tempo traz Obaluaiye

v  Tempo traz os encantamentos do Angola

 v  INZO ou SENZALA (Angola) = ILE (Ketu) = ABAÇÁ ou KUE (Jeje)

 v  a – e – i – o – u não se encontra com consoantes no início de palavras. apenas se coloca para representar o som.

 v  Não se despacha Xangô nem Oxalá de filhos mortos. Coloca-se na casa apropriada junto aos santos dos zeladores já falecidos (igba vira igbó)

 v  Quem bola deve ser deitado de bruços com a mão esquerda na terra para absorver energia e a mão direita  para cima.

 v  IFURU ou OXOFURU – Qualidade de oxalá que pega outras cores, não se raspa,  se cultua no escuro, à luz de velas, em local com paredes cobertas por panos coloridos.

 

ESTRUTURA FÍSICA DO BARRACÃO NO ANGOLA

 O barracão da nação Angola recebe dentro do culto o nome de INZO (nzo) (também SENZALA) – O termo Inzo é oriundo da língua Kimbundu, no dialeto umbundu, e quer dizer CASA ou TERREIRO.

Divide-se em várias partes rituais e outras litúrgicas, com nomes próprios do culto Angola, como veremos a seguir:

 v  SAMBILÈ – Espaço na casa onde se fazem os rituais públicos e danças ritualísticas, etc (Barracão)

 v  ANGOMI DUILO – Cumeeira

 v  LAMBURU – Chão da casa

 v  INZO PAMBUNJILA – Casa de Exu

 v  LEMBACI – quarto destinado aos santos do zelador, junto com o santo do primeiro ogã e da primeira ekeji.

 v  KASSIMBA – poço

 v  INDEMBURO - runkò

 v  INZO JAWÀ – Casa do agbo onde ficam os porrões de agbo dos filhos.

 v  PAGODÒ ou KATUJI – banheiro (baluwé)

 v  INZO KITEMBU – Casa de Tempo

 v  INZO YOMBETÀ – casa dos numbes (eguns)

 v  INZO KALUNGOME – Casa dos santos de pais de santo mortos, também Oxalá e Xangô dos filhos. (ILE IGBOSAIN) fica situado em locais mais isolados da roça.

 v  JUREMA ou ALDEIA – Local dos assentos dos caboclos

 v  INZO MUZAMBÚ - Quarto preparado para o jogo de búzios.

 v  INZO KASSUBENKA ou GONZEMO – Quarto dos assentamentos dos filhos da casa

v  PEPELE – Local dos ngoma (atabaques).

 v  NGOMA: Conjunto dos 3 atabaques. Rum = ngoma; rumpi = ajeongoma; lé =  gonguê

v  Moedas para o culto têm que ter figura humana. É louvada uma figura de egun. É energizada (antigamente se plantava no chão um cadáver (de inimigo no Angola, de parente no complexo iorubá)

v  Xangô deve ser alimentado no meio do barracão. Ele é também dono da cumeeira, e deve pegar as forças de cima e de baixo.

v  Ketu planta Tetun; Jeje, Intoto; Angola, ver na apostila (são 3)

v  Planta-se energias ligadas ao dono da terra, Kavungo.

v  O oxu (vulgarmente chamado adôxo) no Ketu = Kuntunda (Angola) = Afexun (Jeje)

v  A comida dos orixás se serve fria, porém a comida de Xangô se serve morna, e a de Baru quente.

v  Dizer que Xangô abandona o filho quando morre porque tem medo da morte é lenda. Xangô não gosta de frio, por isso se afasta.

v  Só se coloca na cumeeira Oxalá, Xangô, Oxun, Yemojá.

v  Não se coloca santo de cabeça na cumeeira. Se por exemplo for de Xangô com Yemanjá coloca Oxalá e Oxum. Pelo arquétipo escolhe os santos que vão para a cumeeira. Por exemplo, se for regido pelos 4, escolhe qualidades diferentes. Pessoa de Lemba + Danda que carrega Zazi e Kaiala, coloca uma outra qualidade, nos caminhos de Airá (Osi e Bonã), no Angola Luango e Luvango.

v  Angomi Duilo é o equilíbrio com o Lamburu.

v  chão leva as 16 favas dos  orixás, e as demais coisas. No chão comem eguns.

v  As obrigações de chão e cumeeira devem ter uma periodicidade relativa com o movimento da casa.

v  Entretanto em todo dia de toque deve ser colocada pelo menos uma canjica na cumeeira. A canjica calçada com quiabos é ótima opção (ver receitas)

v  Quando se raspa um total de 7 filhos deve-se abrir o chão e energizar de novo.

v  No barracão só existe o Bara do zelador. O nosso Bara fica na nossa casa.

v  Kassimba – poço ritual – faz-se obrigações para Nanã no Angola.

v  O culto a Oxumarê no poço é de Jeje.

v  Jeje não tem Nanã.

v  Existe uma Oxum do poço, mas ela precisa ser assentada num poço à parte, quando for o caso.

v  O único ogã que joga é o Agoxan

v  Logun = Ajaunsi (Jeje)

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