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OTIM QUEM É
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OTIM

Companheira de Odé, Otim vive no mato em sua companhia, esta Iyabá é pouco cultuada no Brasil, seu culto é mais conservado nas nações de Batuque no Sul do país. é raro encontrar filhos de Otim; é um Orixá feminino que se alimenta de todo tipo de caça, porém seu alimento preferido é a carne de porco.
 Outra versão: Ela vivia nas matas com o odé pois é a sua esposa otim não chega em pessoas na nação do jeje, cabinda e outras nações do sul.Otim só pega o corpo e casa só com odé ela é uma caçadora que se alimenta de tudo quanto é carnes e frutos. Otimesconde que nasceu com 4 seios.”
OTIM, usa capanga e lança. Sempre representada com o jarro de água na cabeça, pois alem de ser guerreira também cuida das plantações.
Orixá da caça, companheira de ODÉ.
ORISÁ feminino que se alimenta de todo tipo de caça, porém seu alimento preferido é a carne de porco.
As filhas e filhos de OTIM são aqueles cujo metabolismo básico e características de personalidade herdadas geneticamente mais se identificam com uma matriz, a própria OTIM, que se manifesta em ambientes como florestas cerradas, parques onde animais são preservados, do contato do homem.
Dois Orixás iorubas que não apreciam contato com muita gente é: o mago OSSANYIN, o solitário senhor das folhas, e OTIM a caçadora. Possui em comum o gosto pelo individualismo e o ambiente que habitam; a floresta virgem, as terras verdes não cultivadas.


A floresta é a terra do perigo, o mundo desconhecido além do limite estabelecido pela civilização iorubana, é o que está além do fim da aldeia. Os caminhos não são traçados pelas cabanas, mas sim pelas árvores, o mato invade as trilhas não utilizadas, os animais estão soltos e podem atacar livremente. É o território do medo.
OTIM é o ORISÁ feminino responsável pela fundamental atividade da caça. É tradicionalmente associado à lua e, por conseguinte, à noite, as Iyá mi Ajés e os pássaros da noite, pois a noite é o melhor momento para a caça.
ODÉ , OTIN e OSSANYIN têm na floresta o próprio fim, nela se escondem. O primeiro para capturar os animais, o segundo para poder estudar sozinho e recolher as folhas sagradas.
OTIM mora nas águas com IEMANJÁERINLE e OSUN e na floresta com os irmãosOSSANYIN, OGUM e ODÉ, no cultivo com ORIXÁ OKO.


OTIM e OSSANYIN representam as formas mais arcaicas de sobrevivência, a apologia da caça em detrimento da agricultura, a apologia da magia e do ocultismo em detrimento da ciência.
No Candomblé, a cor verde é consagrada a OSSANYIN por sua proximidade com as folhas, ficando o azul para OTIM, um azul pouco mais vivo e claro.
Outro dado que identifica e aproxima OTIM de OGUM, é o fato de ambos representarem atividades e possuírem temperamentos próprios de uma mesma faixa etária, a juventude (mas não a adolescência, pois são mitos adultos, viris), onde a energia se expressa fisicamente.
OTIM é um ORISÁ que vive ao ar livre e está sempre longe de um lar organizado e estável. Seu combate cotidiano, entretanto, está nas matas, caçando os animais que vão garantir a alimentação da tribo, sendo por isso consagrado como protetor dos caçadores e eterno provedor da subsistência.
Protege tanto o que mata o animal como o próprio animal, já que é um fim nobre a morte de um ser para servir de alimento para outro. Protege o caçador e a caça, pois são seres do mesmo espaço, a floresta.
Por isso OTIM nunca aprova a matança pura e simples, para ela a morte dos animais deve garantir a comida para os humanos ou os rituais para os deuses, sendo símbolo de resistência à caça predatória.
O conceito de liberdade e independência para OTIM é muito claro. Sua responsabilidade principal com relação ao mundo é garantir a vida dos animais para que possam ser caçados.
Em alguns cultos, também se atribui à ela o poder sobre as colheitas, já que agricultura foi introduzida historicamente depois da caça como meio de subsistência.
ORISÁ tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos, embora muitos dados a ODÉ.
Seus símbolos são ligados à caça: no Candomblé, possui um ou dois chifres de búfalo dependurados na cintura. Na mão, usa o eruquerê (eiru), que são pelos de rabo de boi presos numa bainha de couro enfeitada com búzios, um ofá arco e flecha, uma lança.
O mito da caçadora identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados, num sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros.
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de OTIM o identifiquem não com uma negra, como manda a tradição, mas com uma Índia. Seu objeto básico é o arco e a flecha, o ofá. e o odématá.


Lenda (Itan):
 Okê, rei da cidade de Otã, tinha uma filha. Ela nascera com 4 seios e era chamada de Otim.O rei Oquê adorava sua filha e não permitia que ninguém soubesse de sua deformação. Este era o segredo de Oquê, este era o segredo de Otim. Quando Otim cresceu, o rei aconselho-a a nunca se casar, pois um marido, por mais que a amasse, um dia se aborreceria com ela e revelaria ao mundo seu vergonhoso segredo. Otim ficou muito triste, mas acatou o conselho do pai. Por muitos anos, Otim viveu em Igbajô, uma cidade vizinha, onde trabalhava no mercado. Um dia, um caçador chegou ao mercado, e ficou tão impressionado com a beleza de Otim, que insistiu em casar-se com ela. Otim recusou seu pedido por diversas vezes, mas, diante da insistência do caçador, concordou, impondo uma condição: o caçador nunca deveria mencionar seus quatro seios a ninguém . O caçador concordou, e impos também sua condição: Otim jamais deveria por mel de abelhas na comida dele, porque isso era seu tabu, seu euó…. Por muitos anos, Otim viveu feliz com o marido. Mas como era a esposa favorita, as outras esposas sentiram-se muito enciumadas. Um dia, reuniram-se e tramaram contra Otim. Era o dia de Otim cozinhar para o marido; ela preparava um prato de milho amarelo cozido, enfeitado com fatias de coco, o predileto do caçador. Quando Otim deixou a cozinha por alguns instantes, as outras sorrateiramente puseram mel na comida. Quando o caçador chegou em casa e sentou-se para comer, percebeu imediatamente o sabor do ingrediente proibido. Furioso, bateu em Otim e lhe disse as coisas mais cruéis, revelando seu segredo: “Tu, com teus quatro seios, sua filha de uma vaca, como ousaste a quebrar meu tabu?”A novidade espalhou-se pela cidade como fogo. Otim, a mulher de quatro seios, era ridicularizada por todos. Otim, fugiu de casa e deixou a cidade do marido Voltou para sua cidade, Otã, e refugiou-se no palácio do pai. O velho rei a confortou, mas ele sabia que a noticia chegaria também a sua cidade.Em desespero, Otim fugiu para a floresta. Ao correr, tropeçou e caiu. Nesse momento, Otim transformu-se num rio, e o rio correu para o mar. Seu pai, que a seguia, viu que havia perdido a filha. Lá ia o rio fugindo para o mar. Querendo impedir o Rio de continuar sua fuga, desesperado, atirou-se ao chão, e, ali onde caiu, transformou-se em uma montanha, impedindo o caminho do rio Otim para o mar.Mas Otim contornou a montanha e seguiu seu curso.Oquê, a montanha, e Otim, o rio, são cultuados até hoje em Otã. Odé, o caçador, nunca se esqueceu de sua mulher. 
Fonte: “mitologia dos Orixás” – Reginaldo Prandi

Otim embora no Rio Grande do Sul se cultue Otim como feminina, ela participa em conjunto em toda a obrigação de Odé
Seu dia da semana é segunda feira, sua conta é 7 e sua cor é azulão, azul e branco. Sua saudação é: Okê - okebamo - okebambo. 
No BatuqueOtim é cultuado junto com Odé. São os protetores das matas e dos animais silvestres e selvagens. 
Os filhos de Otim são quase inexistentes, pois na Mitologia, Otim não teve filhos na terra, dando assim as cabeças dos filhos para Odé. Com o passar dos tempos já se nota a existência de filhos de Otim, caso raro e absurdo para muitos Pais-de-Santo.

Oriki:
Otin rere
E moin dafá
Otin rere
E moin dafá
Òrìsà dafá mbó
Otin Obá delé
oyo Òníy.
Asè.

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