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A HIERARQUIA DOS EXUS
A HIERARQUIA DOS EXUS

A HIERARQUIA DOS EXUS


Li este trecho, não me lembro aonde, mas quem escreveu, quando ler o meu artigo, vai saber. Diz o seguinte:

 
“Na maioria das religiões, tudo que é diferente entre os povos e também as fisionomias de cada um ; dizem que é por causa de Exu.”
Não concordo com isto, porque na Bíblia, quando começou os conflitos e brigas entre os que construíram a Torre de Babel, DEUS, interviu,  fazendo com que, cada um falasse linguagem  diferentes, causando então o bloqueio da construção e por fim, cada grupo, que falava a mesma língua se reuniram e foram viver em outros lugares. Desta forma é dito na Bíblia, que surgiram os países.
A entidade Exu são tão lindos, poderosos e formosos, que quando em terra já sofreram muito, agora trabalham para nos auxiliar e assim evoluírem, não aceito  coloquem esta culpa sobre suas costas. É demais né.
 
Pois a entidade Exú sempre foi a mais alegre e comunicativo de todos os orixás. Olorúm, quando o criou lhe deu, entre outras funções, a da comunicação, sendo o primeiro  a se servido nas oferendas dos cultos. 
Como nos cultos, de Olorúm era Exu que alegrava as festas, mas como recebeu a missão de começar a trabalhar em primeiro lugar e não poder mais fazer os cantos , então, houve a necessidade de dar a missão de alegrar as festas para “os Ogans” (tocadores de tambores).
 
DIA DA SEMANA DE EXU

Dia da semana: segunda-feira.

Cores: vermelho e preto.

Gêge: nesta nação denomina-se ELEGBA – BARÁ.

Domínios: caminhos, cruzamentos, alto das montanhas, etc.

Oferendas: padê, inhame com dendê, piquiri, etc


“LAROYÊ EXU”!




CARACTERÍSTICA DE EXUS

OS Exus são espíritos mais evoluídos, do pensam certas pessoas que usam do nome “Dele” para atingir objetivos maléficos, na realidade estão usando espíritos atrasados, eguns ou até mesmo Exu Pagão. O verdadeiro Exu e suas falanges, pegam esses espíritos (ou os chamados Exus Pagãos), não evoluídos e  levam  para suas falanges, para  trabalharem as visões e mentes deles para que vejam que precisam ter  a sua própria evolução. Os chamados Exu Batizado, foi uma alma humana, que, já mais doutrinada para o bem, evoluindo, trabalhando, dentro do reino da Quimbanda, Umbanda e Candomblé, podendo auxiliar e ajudar as pessoas e espíritos para evoluírem.. 
Os Kiumbas (Exus Pagãos), são espíritos zombeteiros e mistificadores, nunca confundam um Exu com esses espíritos.
Todo o Exu batizado tem a sua denominação e pontos de vibração, alguns deles servem à Obaluaiê (Exu do Cemitério). O Exus costumam, ás vezes dar consulta, mas com seriedade e outros já agem somente em obrigações, trabalhos e descarrego
(Exus da Encruzilhada): Os Exus servem aos Orixás. (os Exus da estrada), que são mais brincalhões. Eles sempre dão boas gargalhadas, porém exigem respeito, somente eles podem brincar.

AS HIERARQUIAS DOS EXUS 

A Exus  ligados aos Orixás e Exus ligados aos trabalhos das trevas. 
A divisão hierárquica dos Exus são em 3 planos e em sétimo grau, sexto grau e quinto graus.

EXUS DO TECEIRO CICLO

Exus Coroados.
São Exus da Sétimo Grau de grande evolução( que são em 7 Exus), são comandantes (os chefes das falanges). Recebem as ordens diretas dos chefes de legiões da  Umbanda e Candomblé.  Apenas alguns médiuns, bem preparados,  aqui na Terra, tem um Exu Coroado como o seu guardião pessoal, que são os chefes de terreiro. 

São Exus do Sexto Grau, os Chefes de Falange(que são 7Exus) para cada um Exus do 7 grau), que são subordinados a cada Exu Chefe de Legião, somando dá-se 49 Exus Chefes de Falange.

São Exus do Quinto Grau, Chefes de Sub-Falange(que são 7 Exus para cada Exu do Sexto Grau), que são subordinados a cada Exu Chefe de Falange, somando-se dá 343 Exus Chefes de Sub-Falange.

II HIERARQUIA DE EXUS

São Exus do Quarto Grau. 
São os Exus Cruzados ou Batizados, que são subordinados dos Exus Coroados. Já tem a noção do bem e do mal. São os que mais se manifestam nos terreiros. Tem a função de guardarem a segurança de um terreiro.

Os Exus do Quarto Grau, são os  Exus Chefes de Agrupamento( que são 7 Exus), subordinados a cada Exu Chefe de Sub-Falange, somando-se tudo,  são 2401 Exus Chefes de Agrupamento.

III HIERARQUIA DE EXUS

Nesta hierarquia,estão juntos os Exus do Primeiro, Segundo e Terceiro Graus.
São duas qualidades de Exus :
Os Exus Espadados - São subordinados do Exus Cruzados,  campo de atuação sempre entre as sombras e as trevas. 
Os Exus Pagãos (Kiumbas), subordinados aos exus acima. Estes Exus  não sabem distinguir bem a diferença  entre o bem e o mal. São chamados de "rabos-de-encruza". Porque aceitam  qualquer tipo de trabalho, não sendo confiáveis e querem um bom pagamento. 
São subordinados dos Exus de hierarquias superiores. Quando fazem algo errado, são castigados, e se vingam da pessoa que os mandou fazer a coisa errada.

Estes Exus são,  os que falei acima, os kiumbas, que foram capturados e doutrinados para  trabalhar sobre as ordens as dos Exus.
Os Exus Pagãos atuam  nas trevas. Conseguem se infiltrar facilmente nas organizações das trevas. São muito usados pelos Exus dos níveis acima, devido esta facilidade de penetração nas trevas.

Os Exus do Terceiro Grau, são os  Exus Chefes de Coluna(que são 7 Exus), estão subordinados a cada Exus Chefes de Agrupamento, somando-se da 16807 Exus Chefes de Coluna.

Os Exus da Segundo Grau - Estão os Exus Chefes de Sub-Coluna(que são 7 Exus), estão subordinados a cada Exu Chefe de Coluna, somando-se da 117649 Exus Chefes de Sub-Coluna.

Os Exus do Primeiro Grau, são os Exus Integrantes de Sub-Colunas e são milhares de espiritos.O Orixá Ogum é o responsável pela execução da Lei, é Ele que determina aos e Exus , que missão devem cumprir.
Estes  níveis  foram gerados por espíritos ligados  com a evolução da Terra, A divisão está sempre formada "de cima para baixo" :


AS ZONAS DE LUZ DOS EXUS
São os Exus da Sétima, Sexta e Quinta Camadas, são iluminados e não tem mais reencarnação, apenas cumprem missão na Terra. 

OS EXUS DE TRANSIÇÃO DA QUARTA CAMADA 
São Espíritos elevados, que iniciaram ou concluíram  a evolução dos espíritos menos conscientes.

OS EXUS DA PRIMEIRA, SEGUNDA E TERCEIRA, COM LUZ
São associadas a maioria dos espíritos que desencarnam, que estão em recuperação e aprendizagem, podendo reencarnar novamente.






 OS EXUS E OS ORIXÁS

Os Setes Exus Chefes de Falange da Espiritual de Oxalá:

Exú Sete EncruzilhadasComando negativo da linha
Exú Sete Chaves        Comandado de Ogum
EXú SETE CAPAS        Comandado de Oxossi
Exú Sete Poeiras         Comandado de Xangô
Exú Sete Cruzes        Comandado de Yorimá
Exú Sete Ventanias     Comandado de Yori
Exú Sete Pembas        Comandado de Yemanjá


Os Setes Exus Chefes de Falange Espiritual de Yemanjá:

Pombo Gira Rainha   Comando negativo da linha
Exú Sete Nanguê      Comandado de para Ogum
Maria Mulambo     Comandado de Oxossi
Exú Sete Carangola  Comandado de Xangô
Exú Maria Padilha     Comandado de  Yorimá
Exú Má-canjira     Comandado deYori
Exú Maré             Comandado de Oxalá


Os Setes Exus Chefes de Falange Espiritual de Ibeiji:

Exú Tiriri            Comando negativo da linha
Exú Toquimho    Comando de Ogum
Exú Mirim            Comando de Oxossi
Exú Lalu            Comando de Xangô
Exú Ganga            Comando de Yorimá
Exú Veludinho    Comando de Oxalá
Exú Manguinho    Comando de Yemanjá


Os Setes Exus Chefes de Falange  Espiritual de Xangô:

Exú Gira Mundo    Comando negativo da linha
Exú Meia-Noite    Comando de Ogum
Exú Mangueira    Comando de Oxossi
Exú Pedreira    Comando de Oxalá
Exú Ventania    Comando de Yorimá
Exú Corcunda    Comando de Yori
Exú Calunga    Comando deYemanjá




Os Setes Exus Chefes de Falange  Espiritual de Ogum:

Exú Tranca-Ruas     Comando negativo da linha
Exú Tira-teimas     Comando de Oxalá
Exú Veludo             Comando de Oxossi
Exú Tranca-gira     Comando deXangô
Exú Porteira     Comando de Yorimá
Exú Limpa-trilhos     Comando de Yori
Exú Arranca-toco     Comando de Yemanjá


Os Setes Exus Chefes de Falange da Espiritual de Oxossi:

Exú Marabô              Comando negativo da linha
Exú Pemba              Comando de Ogum
Exú da Campina      Comando de Oxalá
Exú Capa Preta      Comando de Xangô
Exú das Matas      Comando de Yorimá
Exú Lonan              Comando de Yori
Exú Bauru              Comando de Yemanjá


Os Setes Exus Chefes de Falange Espiritual de Yorimá:

Exú Caveira       Comando negativo da linha
Exú do Lodo       Comando de Ogum
Exú Brasa               Comando de Oxossi
Exú Come-fogo       Comando de Xangô
Exú Pinga-fogo       Comando de Oxalá
Exú Bára               Comando de Yori
Exú Alebá               Comando de Yemanjá
Relações Existentes Entre as Linhas 

Para entender melhor a relação entre as ações das entidades que trabalham na linha da Umbanda e Quimbanda. Mostrarei agora, onde se encontra esta ligação e o nome adequado que cada linha da as suas entidades. 

Linhas da Umbanda Linhas da Quimbanda
Linha de Oxalá         Linha Malei
Linha de Ogum         Linha do Cemitério
Linha de Oxossi         Linha dos Caboclos da Quimbanda
Linha de Xangô         Linha de Mossorubi
Linha de Yorimá         Linha das Almas
Linha de Ibêji         Linha Mista
Linha de Yemanjá Linha Nagô



Há ainda outros elos de ligação entre os Orixás da Umbanda com os Exus da Quimbanda. 
No caso do Orixá Ogum, há várias correspondências com cada uma das sete 

Linhas da Quimbanda. 

Ogum de Malei        Linha Malei
Ogum Megê        Linha do Cemitério
Ogum Rompe Mato      Linha dos Caboclos Quimbandeiros
                        Linha de Mossorubi
Ogum Megê        Linha da Almas
Ogum Xoroquê        Linha Mista
Ogum de Nagô        Linha Nagô

NA LINHA DO ORIXÁ XANGÔ 

Misticismo: São Jerônimo - (São João Batista, São Pedro)
Senhor da justiça, protege seus filhos, mas também os puni, quando saem fora da Lei.
Símbolo: machado de duas faces e estrela de 6 pontas
COR: marrom
AMALÁ: 7 velas marrons e 7 velas brancas, cerveja preta, camarão, quiabo, fitas marrom. Oferece na pedreira, sobre uma pedra grande e bonita ou sobre uma pedra ao lado da cachoeira. 
ERVAS: Folhas de Limoeiro, Erva de Lírio, Folhas de Café, Folhas de Mangueira, Erva de Xangô. 
















APADRINHADOS DE XANGÔ E OMULU



Exu do Fogo
Exu Vulcão
Exu João Caveira
Exu do Lodo, entre outros.

Pomba-Giras:

Maria Padilha, Rosa Caveira, Pomba-Gira Rainha, Sete Saias, Rainha das Sete Encruzilhadas, Maria mulambo, Maria Quitéria entre outras.







Os 16 múltiplos de Exú

Exú Yangui: Exú ligado a antigas e grandes sacerdotizas de Oxun.
Exú Agbà: o ancestra.
Exú Igbá ketá: o exú da terceira cabaça
Exú Okòtò: o exú, o infinito.
Exú Oba Babá Exú: o rei pai de todos os Exús
Exú Odàrà: o senhor da felicidade ligado a Orinxa’Lá
Exú  Òsíjè: o mensageiro divino
Exú Elérù: o Senhor do carrego ritual.
Exú Enú Gbáríjo: a boca  dos Orixás.
Exú Elegbárà: o senhor do poder mágico
Exú Bárà: o senhor do corpo
Exú L’Onan: o Senhor dos caminhos
Exú Ol’Obé: o senhor da Faca
Exú El’Ébo: o Senhor das oferendas
Exú Alàfìá: o Senhor da satisfação material
Exú Oduso: o Senhor que vigia os Odús.

Exús que acompanham vários Orixás.

Exú Akesan: comando de Oxumaré.
Exú Jelu ou Ijelu:   comando de Oxalufun.
Exú Ína: responsável pela cerimônia do Ipadé ( o ritua)l.
ExúÒnan:      comando de Oxun, Oyá , Ogun, cuida da  porteira do Ketu.
Exú Ajonan: seu culto é forte na  região Ijesa.
Exú Lálú:    comando de Odé, Ogun, Oxalá.
Exú Igbárábò:   comando de Yemanjá, Xangô.
Exú Tìrírí:     comando de Ogun
Exú Fokí ou Bàra Tòkí:   comando de Oyá e vários orixás
Exú:Lajìkí: ou Bára Lajìkí:   comando de Ogun, Oyá e as posteiras.
Exú Sìjídì:    comando de Omolú, Nanã, etc
Exú Langìrí : comando de Osogiyan
Exú Álè:       comando de Omolú
Exú Àlákètú      comando de Oxóssi
Exú Òrò:         comando de Odé, Logun
Exú Tòpá/Eruè   comando de Ossayin
Exú Aríjídì:        comando de Oxun
Exú Asanà:        comando de Oxun
Exú L’Okè:         comando de Obá
Exú Ijedé:         comando de Logun
Exú Jinà:           comando de Oxumarè
Exú Íjenà:         comando de Ewá
Exú Jeresú:       comando de Obaluaiye
Exú Irokô;         comando de Iroko








Exú foi o primeiro a nascer, é o símbolo do elemento da procriação. Mensageiro dos Orixás,  faz a ligação entre as divindades e os homens.
É um orixá, a primeira divindade a receber as oferendas, justamente para que atue como um aliado e não como um rival que perturbe os procedimentos desenvolvidos durante os rituais.
 
Exú não pode ser isolado, Ele é como o axé ( ele representa e transporta), participa de tudo. Segundo Ifá cada um tem seu próprio Exú e seu próprio Olorún em seu corpo. O nome de Exú é conhecido, invocado e cultuado junto ao Orixá.  É Ifá quem revela e permite-nos saber.
 
Exú ganhou este poder de  Olorúm, que entregou-lhe o Adó-iràn (a cabaça que contém a força que se propaga). Esta cabaça, está presente em seus "assentos", é uma cabaça de pescoço grande,  basta Exú apontá-la a algo para transmitir seu axé.
O Òkòtó representa o crescimento Agbárá  é  poder que permite a cada um se movimentar e desenvolver suas funções e seus destinos e  recebe o título de Elegbára (senhor do poder).
Oxé-tuwá, se dirige diretamente de Exú, tem a missão  de ser encarregado e transportador das oferendas( Òjise-ebo).
Exú Elegbára = senhor do poder,  contém muitas definições e funções. Comando de Ogum.
Exú Yangi = pedra vermelha de laterita, pedaços de laterita cravados na terra, onde o culto de Exú. Yangi é o simbolismo  mais importante de Exú , é assim invocado:
EXÚ YANGI: OBÁ BABÁ EXÚ
EXÚ YANGI: rei, pai de todos os Exú.
Exú Yangi é o Exú ancestral, o Exú Agbá.
Exú Àgbá : pai-ancestre (representação coletiva de todos os Exús individuais)
Exú Obá : rei-de-todos
Exú Alakétu:  rei do povo Kétu -
Exú Elebo : senhor-das-oferendas
Exú Ojìse-ebo : encarregado e transportador de oferendas
Exú Elérú : senhor do erú (carrego)
Exú Olòbe : proprietário e senhor da faca
Exú Enú-gbárijo : o que transmite as mensagens
Exú Bara : o rei do corpo
Exú Odara : aquele que guia


Exú usa a  arma, o ogó
Seu  bastão em forma de pênis, sua lança
As cabacinhas representam seus testículos.
Exú é cultuado tanto como lésè-égún, como lésè-orixá, e apenas por seu intermédio é possível cultuar os orixás e as Iyá-mi (mãe ancestre). Não é apenas Òjisé-ebo, mas principalmente Òjisé, o mensageiro, fazendo a comunicação entre tudo que é oposto.

ENTIDADEBÚZIOS

Exú
01 abertos e 15 fechadosObá
15 abertos e 01 fechados
Ibeji02 abertos e 14 fechadosOxumaré
14 abertos e 02 fechados
Ogum
03 abertos e 13 fechados Omulú
 13 abertos e 03 fechados
Xangô
04 abertos e 12 fechadosOssaim
12 abertos e 04 fechados
Yemanjá
 05 abertos e 11 fechados  Logunedé
11 abertos e 05 fechados
Yansã
06 abertos e 10 fechados Oxum
10 abertos e 06 fechados
Oxossi
07 abertos e 09 fechados Nanã09 abertos e 07 fechados
Oxalá
08 abertos e 08 fechadosLance nulo16 abertos ou fechados
 
 
Com efeito a relação entre Exú e Ifá, é uma realidadel, Exú está representado em um das principais emblemas característicos do culto à Ifá  (o òpón), onde  sua representação é em forma de rosto, de triângulos e losangos. É o princípio de vida individual e de Òjise ou elemento de comunicação, que Exú Bará está indissoluvelmente ligado à evolução e ao destino de cada indivíduo. Como tal ele também é senhor dos caminhos Exú Olònà, e ele pode abri-los ou fechá-los.
 
Exú fica à esquerda dos caminhos. O elemento procriado, é a prova do poder das Iyá-mi, é o pássaro, o Elèye. Exú foi o primeiro a usar ekódide (pena de uma espécie de papagaio) na cabeça. Alguém que coloca ekódide (pena de papagaio) na cabeça sem necessidade, provoca a cólera de Exú.
Os primeiros missionários que chegaram à África, compararam-no ao diabo, por algumas de suas formas, artimanhas e poderes atribuídos. Ele tem as qualidades dos seus defeitos, pois é dinâmico e jovial, havendo mesmo pessoas na África que usam orgulhosamente nomes como Èxúbíyìí (concebido por Exú), ou Èxùtósìn (Exú merece ser adorado).
 
Na histórica, Exú teria sido um dos companheiros de Odùduà, quando da sua chegada à Ifé, e chamava-se Exú Obasin. E é junto com  Orúnmilá, que preside a adivinhação pelo sistema de Ifá. Segundo, Exú, tornou-se rei de Kêto sob o nome de Exú Alákétu. É Exú que supervisiona as atividades do rei em cada cidade: o de Oyó é chamado Exú Akesan.
 
O Sistema de Ifá, embora bastante contestada por pesquisadores posteriores, a relação recolhida e apresentada por Roger Bastide e Pierre Verger, hoje é utilizada e até citada por vários adivinhos. 
 Assim, a ordenação aberto-fechado determina que Orixá está falando e o espaço entre os búzios indica o que ele está dizendo, o que está acontecendo à pessoa, não apenas em relação aos seus Orixás, “os donos de sua cabeça”, mas também como outras entidades estão influenciando positivamente ou negativamente em sua vida.  São propostos trabalhos e obrigações para o re-equilíbrio energético da pessoa em consulta.
 
As respostas são decifradas através de lendas e das estórias dos deuses que, são transmitidas de geração em geração através da tradição oral. O jogo requer bastante intuição para interpretar as diferentes caídas formadas por eles, mas também um conhecimento oral do conjunto da tradição mística dos Orixás. O sacerdote de Ifá era, chamado de Babalawô.  Eles tinham o aprendizado de séculos de conhecimento armazenado pelo culto. 
 
 
SIMBOLISMO NO CANDOMBLÉ
 
 
O Candomblé é um conjunto audiovisuais, degustativos, olfativas e táteis (as comidas, incensos e ervas). Usadas através de oferendas e sacrifícios, com linguagens específicas para nutrir de energia, o Axé. 
 Ao processo ritualístico é pela, energia de um Orixá, chama-se “assentamento”. Onde é utilizado  objetos (pedras, amuletos, instrumentos ritualísticos) que representam cada Orixá, depois de um ritual. É comum o uso do Òtá (pedra). Ele fica mergulhado em líquidos e substâncias, guardadas em quartinhas vedadas com panos coloridos e com símbolos bordados, dependendo do Orixá.
Os líquidos mais comuns são o mel, o azeite-de-dendê e a água macerada com ervas do santo. São utilizadas águas de diferentes procedências: água do mar, dos rios, da chuva, etc., Os líquidos ou “Abós” são preparados ritualmente com algumas gotas de sangue animal e com cantos secretos feitos apenas pelos Babalorixás. Mas  na água de Xangô é usado um preparo a  partir de uma “pedra de raio” (meteorito), em que o Otá é que imanta o líquido da quartinha. 
  
  

ORIXÁSUA CORSAUDAÇÃODOMÍNIOELEMENTO


Oxalá 

                  Branco           Axé Babá! A Criação        O CÉU
Yemanjá 
             Branco e Prata     Odoiá!    A Maternidade      O MAR
Iroko 
             Branco e Cinza Iroko i só! O Tempo   GAMALEIRA (árvore)

Oxumaré

       Vermelho e AmareloArô Boboi!    os Opostos    O ARCO-ÍRIS E A COBRA
Omulú
          Branco e Preto  Atotô!   Sofrimento e dor A DOENÇA
 Nanã Burukê 
              Roxo               Salubá! A Morte        LAMA, LODO PÂNTANOS
Ibeji
    Várias Cores Vivas Bejê Orô!  Os Jogos      CRIANÇAS
Logunedé
     Amarelo e Azul Claro Logum ou Oriki!A Caça e a Pesca RIOS E FLORESTA
Obá 
      Amarelo e Vermelho    Obá Xireê! A Culinária CACHOEIRAS
Oxum 
           Amarelo          Ora ieiê!     A Beleza     ÁGUA DOCE
Iansã 
    Marron Avermelho  Epahei!      Os mortos     A TEMPESTADE
Xangô
    Vermelho e Branco Kauô-Kabisselê! Raio e Trovão (Justiça) PEDRAS E MONTES
Ossaim
     Azul e Vermelho        Ue-eô!      Cura e Liturgia      FOLHAS
Oxossi 
     Verde e Azul ClaroOkê Arô! Animais da Floresta     MATAS
Ogum
     Azul Escuro    Ogunhê!   Caminhos e Guerra     FERRO
Exú
    Preto e Vermelho     Laroiê! Portas e Encruzilhadas FOGO

Todos os assentamentos são periodicamente alimentados por sacrifícios e oferendas de cada entidade, de forma a reenergizar seu Axé. Tal energia é armazenada nos pontos centrais do terreiro e utilizada  para imantar novos objetos ritualísticos ou para a manifestação das entidades em seus filhos. O “assentamento” é à pedra fundamental do terreiro (onde por ocasião da inauguração são enterrados diversos objetos referentes ao santo da casa) e ao processo de iniciação ritual de um filho no santo ( Iaô), para designar o momento em que a força  do Orixá é fixada na cabeça do Iaô; são três tipos de assentamentos  e três processos de realimentação energética.
 
Todos os candomblés tradicionais têm assentamentos na casa, aqueles pertencentes ao Orixá, que o terreiro é dedicado. Estes assentamentos são enterrados por ocasião da cerimônia de inauguração do local, na pedra fundamental da casa ou sob o “Ixé”, um mastro central onde se asteia a bandeira com os símbolos gráficos do Orixá padroeiro. Na entrada de todos terreiros, costuma existir uma Gameleira-Branca, árvore consagrada a “Iroko” (o Tempo), que é plantada segundo rituais prescritos e também deve ser considerada um assentamento da casa. Este Orixá responde pelas mudanças climáticas e meteorológicas, é uma espécie de guardião do terreiro. Caso exista no local a presença de outras forças naturais (cachoeiras, rios, pedreiras, etc.) também podem haver assentamentos específicos para os Orixás correspondentes
OBRIGAÇÕES 
 
De uma forma geral, estes assentamentos são alimentados de “Ossé” anual, que é uma grande festa de limpeza do altar e de todo terreiro. Quando são servidos alimentos ritualísticos especiais para todos os Orixás e nas festas públicas de cada um dos santos, conforme o calendário  tradicional. Apesar do caráter Afro das culturas africanas, o calendário original do candomblé era marcado pelos eventos das quatro estações climáticas, com o solstício de inverno (junho) dedicado aos principais Orixás masculinos (Ogum, Xangô, Oxalá) e o solstício de verão (dezembro) consagrado aos Orixás femininos (Iansã, Oxum, Yemanjá). Nunca houve um único calendário para o culto dos Orixás. No Brasil, a fiscalização que os feitores das fazendas onde trabalhavam os escravos africanos, exerciam e a repressão em geral aos cultos do candomblé. Fizeram com que os negros adaptassem os cultos dos Orixás as datas das cerimônias católicas.   
DATASANTO DO DIACELEBRAÇÃO

20 de janeiroSão Sebastião Festa de Omulú (BA) 

e Oxossi (RJ)
02 de fevereiro N. Sra. das Candeias Festa de Yemanjá (BA)
23 de abrilSão Jorge Festa de Ogum (RJ)  
e Oxossi (BA)
13 de junhoSanto AntônioFesta de Ogum (BA)
24 de junhoSão João BatistaFesta de Xangô
29 de junhoS. Pedro e S. Paulo Festa de Oxalá
26 de julhoN. Sra. de Sant’ana Festa de Nanã Buruku
24 de agostoSão BartolomeuFesta de Oxumaré
27 de setembroCosme e Damião Festa dos Ibeji
30 de setembroSão JerônimoFesta de Xangô
02 de novembroFinadosFesta de Todos os Santos
04 de dezembroSanta BárbaraFesta de Yansã
08 de dezembroVirgem da ConceiçãoFesta de Oxum


Existem ainda no âmbito do terreiro: a tronqueira, o assentamento do Exú protetor da casa, e o Ilê-Saim, a casa dos mortos (eguns) que ainda estão identificados à vida material. Esses assentamentos, que ficam sempre fora da área do terreiro consagrada aos Orixás, não são alimentados anualmente, mas sim conforme o ciclo lunar de 28 dias e o ciclo diário das marés. No candomblé, o Exú é a entidade que apresenta a freqüência mais densa do plasma (vermelho e preto), a única capaz de estabelecer uma ligação entre os homens e os Orixás. Por isso, ele é requisitado para iniciar todas  as operações rituais do culto. Cada Orixá tem seus próprios Exús, que funcionam como servos ou mensageiros, possibilitando o contato com as entidades. Portanto, antes de qualquer oferenda para os santos, também é sempre feito um sacrifício aos Exús correspondentes. 
 
O objetivo destes sacrifícios é manter atuantes os axés dos assentamentos, as forças místicas dos Orixás. O sangue, juntamente com o álcool e a sexualidade, são veículos materiais que emitem as vibrações indispensáveis aos Exús e aos desencarnados em geral atuarem no plano material e também, aos homens penetrarem em outros estados de percepção e consciência.
 
O assentamento de um Orixá em  um ser humano é realizada através de um processo cerimonial chamado de “iniciação”. Nestes processos o iniciado esteja momentaneamente desarmonizado. Além das cerimônias anuais do calendário, existe um dia da semana consagrado a cada Orixá, que pode ser usado para a entrega de obrigações individuais, feitas de comidas ofertadas e da realização de sacrifícios animais.
 
As restrições alimentares também condicionam simbolicamente esta identidade permanente entre os homens e os deuses: as proibições consistem em não consumir as substâncias que vibram na mesma freqüência do santo a que se está identificado. Apenas no processo de iniciação estas substâncias são ritualmente ingeridas. Após este período, as comidas características de cada Orixá são proibidas a seus filhos. Caso o indivíduo não obedeça a estas  restrições alimentares a que se encontra submetido e coma-as, desobedecendo o tempo de preceito, ele sofrerá as quizilas (sensação de nojo, mal-estar). 
Também à os motivos da supervisão da identidade psíquica entre o Orixá e o iniciado, eram considerados proibidos os casamentos entre os filhos de um mesmo santo. Na África, visto que os candomblés eram verdadeiras identidades étnicas e haverem laços reais de parentesco entre os grupos que cultuavam uma mesma entidade, esta proibição tinha um sentido genético e cultural.
 
Mas não se deve pensar que os homens são prisioneiros de um comportamento de meros instrumentos passivos dos deuses: “o santo também é possuído por seus filhos”, que têm um papel ativo, tecendo relações complexas entre os Orixás e a comunidade, multiplicando as relações entre as próprias entidades. O discurso dos iniciados traduz esta reciprocidade claramente. Do mesmo modo que se fala do “seu santo”, costuma-se comentar também que se é o próprio santo, “o Xangô de fulano é rebelde”: “Beltrano é um dos Ogum da casa”. Ou seja: ao mesmo  tempo que os deuses são designados como propriedades dos seus filhos, os iniciados também são propriedades dos Orixás com que estão identificados. Ocorre, assim, um jogo constante de trocas entre o indivíduo concreto e o princípio místico que ele manifesta. Há uma reciprocidade simbólica muito dinâmica entre a entidade e a pessoa.
 
É esta reciprocidade que se desenvolve simultaneamente em três níveis: o ciclo anual de “firmeza da casa”, o ciclo mensal de realimentação energética dos fetiches e dos abôs, e o ciclo semanal das obrigações individuais dos iniciados. 

 

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